“da janela”

E fico a te esperar.

A observar a rua enquanto você não chega.

A temer enquanto você passa com uma pressa natural – apesar de o tempo ser a menor das suas preocupações, e a maior das minhas -, com medo de que o tempo não seja o suficiente para falar tudo o que eu ensaio a tanto tempo em frente ao espelho.

“Ei!”, eu poderia gritar, e você me olharia com a sacola de pão nas mãos, então eu sorriria e perguntaria se você não quer ajuda, porque é sina: alguns amores nascem para não ser.

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