não te fiz um conto erótico .

Não sei fazer contos eróticos.

Não sei macular os meus papeis com a sujeira de meus pecados mais íntimos.

Não sei como descrever suas mãos delineando meu corpo ou o roçar de suas pernas pelas minhas em qualquer sonho – de olhos abertos ou fechados – que tive no meio da tarde.

Gosto de agir em segredo. Sem esses exibicionismos doentios ou esses voyeurismos que andam tão na moda.

Gosto daquele sentimento puro, que se entrega por amor e não por abstinência, por necessidade ou por um desejo ardente e incontrolável que destrói tudo por dentro – e muita coisa por fora.

Aprecio um amor dramático, aquele que sente mais dor espiritual do que física –  sem chicotes!

Por favor, leve os seus beijos! Gosto mais deles do que qualquer venda que me impeça de perder os instantes do teu lado; seus abraços me prendem mais que qualquer algema em sua cama, e o seu cheiro compensa o aroma dos óleos que compõem o cenário.

Não se preocupe com o clima. Prometo que colocarei velas e tirarei a roupa com uma música doce e sensual, mas eu não sei fazer contos eróticos nem usar chicotes e amarras. Prefiro beijos, abraços e uns poucos amassos. É, sou das antigas.

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