máquina do tempo.

Mudar o destino é um dom que só os deuses tem. 

Pena que não nasci dona do martírio de condenar os outros pelos pecados que me consomem – ou, pelo menos, tento evitar esse meu lado divino cada vez que acordo na madrugada pensando nos porquês que rodeiam a minha cabeça.

É justo que eu deixe você tomar suas decisões e partir, e provoque minha auto-destruição todas as noites, através de qualquer atitude só para jurar a mim mesma que estou bem com tudo isso. Mas, foi justo que aquela menina se matasse por amor? 

Cada um sabe sabe de si e de suas cruzes, cada um sabe quantas Ave-Marias tem que rezar para ter a alma salva do inferno que arde em chamas a sete palmos de nossos pés. 

Tenho medo do inferno. 

Tenho medo desses deuses tão vaidosos e tão imperfeitos. 

Mas, também tenho medo desses seres humanos que se assemelham ainda mais a eles; cheios de si, cheio de seus dias corridos, de sua eternidade – que não dura dois meses -, do orgulho de suas criações decaídas. 

Ora essa, somos deuses dos vermes e insetos que nos rodeiam – insignificantes diante de toda a nossa grandeza…

Somos quase deuses comparados aos deuses. A diferença é que eles podem alterar o destino e nós ainda não inventamos a máquina do tempo. 

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