carta a uma poeta .

Cara Florbela,

 

receio ter nascido na época e no signo errado, e não saiba como

tn_280_651_ilustra-Florbela_0712!

começar uma carta de amor.

Então começarei assim: antes de mais nada, quero deixar claro o quanto me deliciam suas palavras que nem sempre são doces, mas nunca deixam de ser verdadeiras e intensas; e como, a cada verso, tenho a inexplicável – e grandiosa! – certeza de que encontrei a minha metade poética, porém o meu corpo se recobre de tristeza ao despertar para a realidade: você já não está mais aqui, está a alguns palmos de terra… Correndo por algum campo árcade ou vagando pela escuridão em busca do brilho da poesia.

O seu brilho me faz falta, Florbela!

Mesmo que seja imensa a herança que você me deixou, ainda sinto sede de você!

Volte ao nosso mundo, trazendo consigo seus ais e suas saudades; faça a tristeza de suas culpas e o brilho de suas vontades tornarem-se os versos que alimentam a minha fome de arte e a minha motivação de escrever, todas as noites, poesias com o meu sangue pela parede.

Com amor e imensa admiração,

Illana.

Fonte da foto

Anúncios

2 opiniões sobre “carta a uma poeta .

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s