p.s.

Você, longe.

O vento corre peralta

querendo me mostrar que não.

Você, perto.

Aqui.

O olfato me prova;

e quem pode enganar os sentidos?

Você.

Aqui.

Só não posso lhe tatear,

tamborilar suas costas…

Seria sonho demais

pra minha realidade.

Você, ontem.

(risos)

Perdido

nas minhas divagações,

porque sou poesia demais 

para sua realidade. 

Eu,

se pudesse,

lhe faria mil sonetos,

mas nunca gostei muito

daquela estrutura tão coerente.

Eu?

Se pudesse?

Te contaria (mais uma vez)

o que eu sinto.

Mas, você,

longe demais,

do outro lado da rua,

num outro mundo,

escreve cartas

aos seus terapeutas mortos.

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