do inexplicável encanto pelo Barba Azul

A barba preencheu o vazio do rosto dele
com espinhos humanos.
Ele era assim:
todo calejado, com cicatrizes que só eu via e
só eu podia tocar porque não doía.
Dói em mim,
os constantes e vagos diálogos que ele tem com uma teia de problemas que tecemos juntos.
Dói em mim,
porque o tempo se enche de correntes e se arrasta aqui por dentro
criando cortes que parecem nunca se fecharem.
Porque não deixa essa conversa de lado, meu bem? As teias podem te esperar…
Vamos fazer o que sabemos fazer de  melhor, na cama ou fora dela,
esboçar sorrisos um no outro, sem a ajuda de esquadros.
Vamos fazer o que sabemos fazer de melhor?
Porque enquanto você conversa o tempo devora a vida
nos deixando apenas as migalhas da solidão.
Porque enquanto você conversa a angústia me devora, me desespera e despedaça
o resto de paz que eu encontrei em seus braços.

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