a santa ceia

Ofegante, sussurro ao teu pé do ouvido coisas
que nunca sussurrei
para nenhuma parede.
Cravo as minhas unhas em tuas costas
só para criar novas estradas e caminhos
por entre teus emblemas e figuras, que vão e vêm
a cada vez que abro os olhos e os fecho
novamente.
Me sinto tão deusa quanto humana,
me sinto tão herege e tão…!!!
Que posso sentir o fogo do inferno a queimar
o meu corpo, a devorar
as minhas estruturas angelicais
até que as minhas asas caiam
e só restem os discursos inquietantes,
cheios de repulsas, deliciosamente momentânea entre dois estranhos
perdidos que, no silêncio da satisfação,
resmungam de toda a celeuma
das paredes.

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