dos sete pecados

Nas esferas que lhe rondava expunha a sua nudez
de maneira desconcertante
e deixava desconcertado
quem se debatia com tal despudor.
Era assim quando se cobria de beijos
ardentes
para matar o desassossego que rasgava o seu peito
em invernos, verões e desertos.
Era assim quando queria afugentar
qualquer rastro da solidão que lhe fazia companhia
durante o xadrez ou a leitura do fim de tarde.
Era assim quando buscava um afago conhecido
em braços  desconhecidos que  só a faziam reencontrar
a tal  solidão, de quem tanto fugia.
Era assim porque já era costume, ou porque foi a vontade de Deus.
Nunca saberia.
Havia muito mais mistérios entre escovar os dentes e apagar a luz
do que ela podia desenhar acima do travesseiro.

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