do ser amante e do ser amado

Um dia cansa-se da macieira e de todas as árvores que insistem
em desabrochar no quintal.
Cansa-se. Dessa beleza que afoga e afronta de tal maneira que
sufoca qualquer rabisco do futuro que se desenhou
num papel qualquer.
Porque, meu bem, até a rotina se movimenta,
e nada, nunca, se mantém preso para sempre nas linhas invisíveis do estático.
Nada, nunca, se acomoda ao que é,
ao que tem que ser,
ou ao que parece.
Porque a mudança é sempre bem-vinda, meu bem,
e quando não vem, a espera nos faz cansar.
Cansa-se de ser sempre macieira,
ou de ser sempre pinheiro.
A mudança, amor, é quem nos causa orgasmos.

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