de olhos bem…

Mais uma vez você venceu e me rasgou
em mil pedaços.
porque papeis esvoaçantes te encantam tanto,
e te fazem manter os olhos estáticos com um brilho singular preso ao vento?

Brinque com o invisível o tempo que quiser, criança,
só não se esqueça que sou feita de osso e sangue que escorre
mais por dentro que por fora e não te fazem ver
o que você não quer enxergar.
Mas, num sereno ato antropofágico, eu te devoro e assumo o risco:
ainda somos iguais.

Reflexos singelos da monotonia humana, dos erros endeusados,
dos pecados que não perdoamos e que não haveremos de perdoar,
porque há um filme em meu cinema interior que nunca tem fim, rapaz,
mas que sempre estreia;
há um filme que sempre me fere,
quando mostra que eu gosto e rolo com os tapas que a vida me dá…
trêmula, confesso que encontro o mel no beijo que me escarra
e gozo com isso.

[como é possível tamanha safadeza?]

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