me serena, Clara

Teus traços tão trêmulos quanto a realidade,
me assombram.
E afogada nessa surrealidade de falsa perfeição, me permito
mergulhar por entre o ópio das tuas cores
escuras.
Teus olhos infantes, menina, quase me hipnotizam
e me fazem lembrar que eu ainda sou
como você:
menina.
E eu me mantenho firme em tua serenidade,
sabendo que  nada nunca te aflige, nem te faz querer crescer.
Porque a graça da vida só se vê quando se ri por tudo
como você, Clarinha.
Porque a graça da vida, meu bem, é ter a certeza que o teu sorriso
de Monalisa
nunca me dará as respostas que eu busco em todas as outras esquinas artísticas.

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