conjuga-me

Eu ponho a língua no céu da tua boca pra te ensinar
a linguagem dos anjos.
É que no meu céu, amor, todos os anjos arrastam suas asas pelo chão
e as auréolas não brilham como outrora.

Eu ponho o meu corpo sobre o teu para cicatrizar
as feridas que a tua alma tem.
É que no meu céu, meu bem, todos os anjos tem olhos de desejo
e os corações pulsam como se fossem humanos.

Eu ponho o meu nome em desgraça pra encarar teus olhos úmidos de felicidade enquanto o meu coração se mancha com o sangue de outro coração.
É que no meu céu, querido, todos os anjos são feitos para servir.

E me faço aqui a tua escrava.
Diante dos teus severos olhos de alecrim: sou tua escrava.
Eu juro, diante de Deus e de todos homens,
Que eu arranco as minhas asas só para rastejar até o inferno com você.

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