Abra-te, sésamo!

Existe uma porta que eu tenho medo.
Existe uma porta que eu não quero ouvir
o giro da maçaneta.
Existe uma porta que às cinco da manhã
desperta em mim,
e convida todos os pesadelos a pôr em banquete
o meu fígado
enquanto eu sorrio como uma pintura renascentista.
Existe uma porta que não existe,
mas que eu sempre atravesso,
com uma palavra que eu não conheço
e que, no fim,
sempre me mata.

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