cabra-cega .

Inúmeras vezes me pego pensando na possibilidade de que tudo isso não dê certo. É estranho… Sou sempre tão cheia de esperanças que me tornam boba ou demasiadamente ingênua, mas me falta fé diante disso, afinal não conseguir penetrar nesse teu mundo encantador e curiosamente cheio de labirintos, não conhecer o âmago da tua essência – só essa parte superficial que é recheada de mistérios que, apesar de serem deliciosamente instigantes, são altamente fatigantes -, me deixa insegura, dona de angústias que não são minhas…Você sabe: sou daquele tipo controladora, que gosta de conhecer o caminho que está trilhando e, com você, é como se eu não pudesse enxergar nada, mas fosse guiada por murmúrios que vem dessa escuridão tão intensa que chega a cegar.

Sei bem o que você está pensando com esse meio riso no rosto. Também já me perguntei milhares de vezes porque eu me permiti chegar até aqui sem conhecer os perigos desse caminho ou sem qualquer garantia de que lá na frente serei beneficiada. Algumas de minha amigas me falaram que é toda aquela baboseira de amor; bem, eu te amo, isso é certo, mas eu não acredito que o amor tenha tirado a minha sanidade – ele não tem todo esse poder! Jogo a culpa na senhora confiança; a confiança que a tua voz doce e insegura me passa ou até mesmo aqueles teus planos incertos e as tuas promessas incabíveis, não sei como elas bagunçaram a minha cabeça, mas acho que começou quando conseguiram me fazer sorrir daquele jeito que você descreve como bobo e sentir aquelas tais borboletas no estômago, que eu tanto ouvia falar, mas nunca soube o que era.

Não precisa dizer que é bobeira minha. Eu sei. Mas, quero que saiba que eu confieiem você. Euainda venho confiando, até porque ainda caminho na escuridão guiada pelos sussurros assustadores dessas vozes. Sinceramente? Eu não me sinto bem tendo que seguir diante dessas condições, mas receio que eu já esteja aprendendo a desfrutar a escuridão do caminho.

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