Daqui, o céu parece estar caindo.

As nuvens avermelhadas no céu negro por muito pouco não me lembram uma velha aquarela esquecida pelo tempo.

Observando o movimento da rua dos fundos, vejo que muita coisa não faz sentido sem ter você por aqui. Nem a ciranda, nem a moça a gritar pelo seu filho para ir almoçar ou a senhora a tirar a roupa do varal numa disputa com as primeiras gotículas de chuva que começam a cair do céu.

Em nossa última conversa, você me disse – como um daqueles médicos que mal olham o paciente – que isso é completamente normal, pois quando o amor é sincero é cheio de provações, cheio de impossibilidades. Ok, o desafio foi aceito quando você entrou naquele avião. Mas, confesso que me sinto destruída em uma batalha que ainda está sendo travada, sem previsões de vencedores, sinto que cada pedacinho de mim é tirado dia-a-dia só porque assim dói mais; tudo isso porque estar longe de você me estraga de alguma forma e, de qualquer forma, me destrói.

Sorrio aqui, acolá e, para todos que estão lá fora, as coisas vão muitíssimo bem; muito trabalho, muito cansaço e, sim, continuo fazendo as minhas aulas de dança, obrigada. Mas, nós sabemos que não é bem assim… A gente sabe. Sabe disso e de muitas outras coisas, mas a gente não entende quando, assim, de longe, um cura a ferida do outro, um faz o outro sorrir, um melhora o dia do outro.

Sem sentido. Isso é ser “nós”. Sem um lugar-comum, sem um habitat, sem uma rotina preguiçosa, um sem o outro. Um sem, o outro… Só Deus saberá!

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Daqui, o céu parece estar caindo.

As nuvens avermelhadas no céu negro por muito pouco não me lembram uma velha aquarela esquecida pelo tempo.

Observando o movimento da rua dos fundos, vejo que muita coisa não faz sentido sem ter você por aqui. Nem a ciranda, nem a moça a gritar pelo seu filho para ir almoçar ou a senhora a tirar a roupa do varal numa disputa com as primeiras gotículas de chuva que começam a cair do céu.

Em nossa última conversa, você me disse – como um daqueles médicos que mal olham o paciente – que isso é completamente normal, pois quando o amor é sincero é cheio de provações, cheio de impossibilidades. Ok, o desafio foi aceito quando você entrou naquele avião. Mas, confesso que me sinto destruída em uma batalha que ainda está sendo travada, sem previsões de vencedores, sinto que cada pedacinho de mim é tirado dia-a-dia só porque assim dói mais; tudo isso porque estar longe de você me estraga de alguma forma e, de qualquer forma, me destrói.

Sorrio aqui, acolá e, para todos que estão lá fora, as coisas vão muitíssimo bem; muito trabalho, muito cansaço e, sim, continuo fazendo as minhas aulas de dança, obrigada. Mas, nós sabemos que não é bem assim… A gente sabe. Sabe disso e de muitas outras coisas, mas a gente não entende quando, assim, de longe, um cura a ferida do outro, um faz o outro sorrir, um melhora o dia do outro.

Somos assim… Sem sentido, sem um lugar-comum, sem um habitat, sem uma rotina preguiçosa, um sem o outro. Um sem, o outro… Só Deus saberá!