sobre a felicidade .

Foi o velho rabugento quem me mostrou que a felicidade nunca é vista em ação; só percebemos que ela passou por nós quando olhamos no espelho e não reconhecemos quem é a dona daquelas grandes olheiras e daqueles olhos cheios de rastros da tristeza e do sofrimento, então lembramos dos dias em que ríamos até a barriga doer e fazíamos planos no corredor da escola.
Olhamos para o passado e moldamos um sorriso – aquele de quem quer que o tempo volte -, pensamos no futuro e algo nos diz que ele vai ser melhor, que em breve a felicidade voltará. Enxugamos as lágrimas e respiramos fundo.
Sim, amanhã será um novo dia. Vivemos com essa certeza esperando o dia de amanhã, mas esquecendo que o tempo de tentar fazer nascer a felicidade é hoje!

“felicidade?

disse o mais tolo: “Felicidade não existe.”

O intelectual: “Não no sentido lato.”

O empresário: “Desde que haja lucro.”

O operário: “Sem emprego, nem pensar!”

O cientista: “Ainda será descoberta.”

O místico: “Está escrito nas estrelas.”

O político: “Poder.”

A igreja: “Sem tristeza? Impossível… (Amém!)”

O poeta riu de todos e, por alguns minutos, foi feliz!.”

– O Teatro Mágico