Som. Riso.

ImagemMesmo com tantas pessoas,
só aprecio a companhia do vazio.
Ele me sorri,
 pede que eu interprete Chopin.
Fico indigesta com a ideia.
Ele me acalma.
Descansa suas mãos sobre meus ombros,
(que parecem carregar o universo).
Ele se senta,
enquanto eu me atrevo a dedilhar o piano,
que parece entender meus sentimentos.
Encaro as teclas
e suas cores
de um filme dos anos 20.
Encaro o som que ecoa.
Encaro o vazio que me persegue,
e com o seu olhar incisivo,
ele apenas me sorri,
e eu…
Já não me sinto só.

 

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